Hiltor Mombach

Koff, um visionário

Fábio Koff era presidente do Clube dos 13 em 2010 quando quis separar os direitos entre TV aberta, fechada, internet, telefonia móvel e pay-per-view. Cada mídia teria licitação individual.
Queria o fim da exclusividade da Globo.

Assinado em 2008, o contrato de TV rendia então R$ 600 milhões ao C13 e dava exclusividade à Globo em todas as mídias.
Neste momento, Globo e Esporte Interativo (EI) brigam sobre o contrato de televisão fechada do Brasileiro para 2019.
O EI pagaria R$ 550 milhões/ano até 2024 para os 20 clubes distribuírem entre si.
Pelo acordo levaria também a internet.

A Globo, que paga R$ 37,6 milhões/ano pela televisão fechada, ficaria com a transmissão aberta e o pay-per-view.
Em 2015, pagou R$ 650 milhões para jogos transmitidos pela TV aberta e R$ 450 milhões pelo pay-per-view.
A TV fechada entra como brinde.

Koff queria pulverizar para faturar mais de cada mídia.
O EI aceita bancar a TV aberta caso a Globo desista de transmitir o Brasileiro a partir de 2019, hipótese pouco provável.
Neste caso repassaria os direitos para outras televisões interessadas.

O monopólio da Globo sobre o futebol nacional pode estar com os dias contados.
Como o Fábio Koff queria em 2010.