Hiltor Mombach

Lá, o melhor de sábado. Aqui, por reabilitação

Palmeiras x Inter e Grêmio x Fluminense

O melhor jogo de sábado, pelo menos pelo poder dos times, está marcado para a Arena Palmeiras e reúne o atual campeão do Brasileiro, o Palmeiras de Felipão, e o Internacional de Odair Helmann.
O Palmeiras vem de um empate diante do mesmo CSA no Rei Pelé, depois de atropelar o Fortaleza na estreia aplicando 4 a 0, e o Inter de uma vitória consistente diante de um dos bambambãs do campeonato, o Flamengo, por 2 a 1, depois de largar com derrota por 2 a 0 diante da Chapecoense, de quem virou freguês na Arena Condá.
O inter jogará com Marcelo Lomba; Zeca, Rodrigo Moledo, Víctor Cuesta e Iago; Rodrigo Lindoso (Rithely), Edenílson, Patrick, D'Alessandro (Sarrafiore); Nico López e Paolo Guerrero. Este colunista não tem dúvida: começaria com D’Alessandro e, se preciso, colocaria o garoto Sarrafiore no segundo tempo.
No ano passado as duas equipes se enfrentaram na segunda rodada do Brasileiro no Beira-Rio, empate sem gol. O Inter: Marcelo Lomba; Zeca, Rodrigo Moledo, Víctor Cuesta e Iago; Rodrigo Dourado, Edenilson e Patrick; Rossi, Nico López e Jonatan Alvez. 
Daquele time entram em campo hoje Lomba, Zeca, Moledo, Cuesta, Iago, Edenílson, Patrick e Nico López. Dourado será poupado e Jonatan Alvez segue no Beira-Rio. Isto é a prova provada de como o Inter manteve sua formação e ajuda a explicar o crescimento da equipe.
Na Arena, o domingo será de reabilitação tanto para o dono da casa, o Grêmio, como para o visitante Fluminense. O representante carioca inclusive está na lanterna do Brasileiro ao lado do Vasco com duas derrotas. O Grêmio não anda muito melhor: perdeu na estreia diante do Santos e, quarta-feira, empatou com o modesto Avaí em 1  a 1 realizando uma péssima partida. 
O Grêmio é um Boing que começou decolar lentamente em 2015 para ganhar altitude em 2016, quando colocou no seu museu a Copa do Brasil, quebrando um jejum de 15 anos sem título nacional.
Com as turbinas funcionando no limite foi o melhor time do país em 2017, candidato inclusive para ganhar Copa do Brasil, Brasileiro e Libertadores. Tendo que priorizar uma competição levou o tricampeonato da Libertadores, o que não é pouca coisa.
No ano passado o Boing começou a viver alguma turbulência depois da conquista da Recopa e do regional. Tinha tudo para garantir sua participação na final da Libertadores e faturar um inédito tetra para o Brasil mas, numa noite trágica, acabou sendo eliminado pelo argentino River em plena Arena depois de estar vencendo quase até o final. Levou 2 a 1. 
A turbulência continua este ano e a partida diante do Fluminense pode colocar outra vez o time no rumo certo. Mas, e há sempre um mas em tudo, um tropeço levará a mais questionamentos. O tititi é de que há divisão no vestiário. Lembrando que o Grêmio precisa de um bom ambiente porque na quarta-feira encara a Universidad Católica na última rodada da fase de classificação da Libertadores. Um empate na Arena dá vaga.