Hiltor Mombach

Líderes governistas: liberação de bebidas fica fora do projeto da Copa

Do site da Câmara dos Deputados

O governo cedeu, e disse que não havia um compromisso com a Fifa para a liberação de bebidas alcoólicas nos estádios. O tema foi alvo da principal disputa na comissão especial que analisou a nova lei, e dividia a base do governo. “Havia uma dúvida sobre se houve ou não esse compromisso, e o governo disse que não há, são os deputados que devem definir a questão”, disse Chinaglia.
O líder do PT, deputado Jilmar Tatto (SP), explica que existe a relação comercial é da Fifa com seus patrocinadores. "É uma prerrogativa, portanto, do Congresso e da Câmara Federal: compete aos deputados votar ou não a permitissão de venda de bebida alcoólica no período da Copa do Mundo. A tendência é retirar."
Retirada a liberação de bebidas, restam questionamentos da oposição, mas a base do governo estará unida na votação da proposta, que pode ocorrer na próxima quarta-feira (21). “Vínhamos trabalhando com a hipótese de liberar as bebidas porque a legislação não é clara, mas essa não é uma questão central”, explicou o relator da proposta, deputado Vicente Cândido (PT-SP).
Negociação da Fifa com EstadosNa prática, a questão não ficará resolvida, porque o Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/03) não é claro ao proibir as bebidas alcoólicas em estádios durante jogos, apenas diz que a entrada com bebidas é proibida. Hoje, há estados onde a bebida é proibida, e outros em que ela é liberada, e nos campeonatos oficiais da CBF não há venda de bebidas por uma resolução da entidade, e não por força de lei.
No entanto, o líder Arlindo Chinaglia afirma que ainda existe uma brecha para que as bebidas sejam liberadas nos estádios com uma possível negociação direta da Fifa com cada estado que vai sediar jogos da Copa. "Ainda há possibilidade de a Fifa negociar com as unidades da Federação. Ou seja, hipoteticamente, se algum estado quiser negociar com a Fifa e permitir a venda durante um mês, haverá essa possibilidade."