Hiltor Mombach

Leões que não piam

Leões que não piam

Roberto Siegmann é juiz do Trabalho e vice-presidente de futebol do Inter.
Escreveu um artigo em seu blogue onde afirma que largou o Twitter.
Não levado pelas críticas, imagino, mas pela agressividade de alguns.
Juca Kfouri escreve um artigo onde relata: "Há jornalistas que, chocados com o grau de agressividade dos comentaristas em blogs, acharam melhor parar com a brincadeira.
Dou, aqui, um depoimento pessoal: nada me surpreendeu tanto em minha vida de mais de 40 anos na profissão do que o tal do blog. Mais: se eu soubesse, não teria feito um.
Porque o blog escraviza, como se obrigasse a não parar de produzir, de trabalhar.
Twitter, então, que não tenho e permaneço firme na decisão de não ter, assim como o Facebook, deve ser pior, e tem jornalista que só falta dizer o que está indo fazer no banheiro."
Considero os blogues democráticos.
Porém, infestados por pessoas sedentas de afirmação pessoal que desvirtuam este fabuloso meio de informação.
Ali, alguns homens tentam se afirmar como homens usando todo tipo de agressão.
Não há respeito a nada e ninguém.
Desrespeita-se pai, mãe, filhos, família.
Sempre me perguntei se quem desrespeita tudo e todos respeita a si próprio.
Conto aqui uma história.
Vai algum tempo participei de um almoço na casa de um amigo.
Eis que chega um desafeto internético, postador de insultos e agressões inomináveis.
O leão do computador não deu um pio em quatro horas de encontro.
Voltou a rugir depois, sozinho e escondido pela tela do computador.
Não vou desistir do blogue.
Atingi um número jamais sonhado de leitores, a imensa maioria formada por pessoas de opinião forte, mas educadas.
O blogue me dá um trabalho imenso, mas a recompensa é instantânea.
Mesmo com tantos leões soltos.
Leões que não piam.