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Não há justiça ou injustiça quando o assunto é futebol. Há o resultado. O “se” não joga nem fiscaliza. O Grêmio poderia ter feito 5 a 0 no Juventude se isto, se aquilo... Fez 3 a 1. No placar agregado, 3 a 3. Por ter feito um gol na Arena, o Juventude garantiu vaga na final do Gauchão. Como dizia Perondi, essa é que é a verdade, essa é que é a realidade. Abro com o Juventude por um motivo grandioso: ele é o autor da façanha. Um ano do Leicester serrano cabe na folha de um mês do gigante Grêmio. Raras vezes no futebol dinheiro não é documento. Estamos diante de um destes casos. O Grêmio massacrou, é verdade. Mas e o mérito de resistir bravamente e segurar um resultado favorável não merece elogios? O Juventude levou para o campo o regulamento. Teve pouco juízo e muita sorte. Arriscou demais, mas se deu bem. Pela terceira vez nos últimos cinco anos o Grêmio não estará numa final de regional. Não havia participado em 2012 e 2013. Luxemburgo, Renato, Enderson Moreira, Felipão e Roger. Com todos treinadores o Grêmio conheceu altos e baixos, mas título nenhum. Com a eliminação de ontem para o Juventude são 13 campeonatos disputados desde 2013 e nada. Nada e nada.