Hiltor Mombach

Lembranças do Olímpico

Caro Hiltor,


Tenho acompanhado atentamente, o fantástico movimento “Marketing” envolvendo o empreendimento da nova casa do Grêmio “ARENA”, bem ou mal é sem dúvida uma realidade, que somente o tempo, irá consolidar um sentimento avassalador de carinho, como hoje é o nosso “ templo sagrado” o Estádio Olímpico.
Quando os eternos e históricos Dirigentes Sílvio Toigo, Alfredo Obino e Saturnino Vanzelotti, idealizaram e construíram o Estádio Olímpico e logo após o Presidente Hélio Dourado terminando por expandi-lo, aumentando e construindo o anel superior do “Templo Olímpico”, com todas as dificuldades da época, jamais se imaginaria que 58 anos depois o local abençoado pelo Papa mudaria de endereço. A modernidade da nova construção, deverá nos trazer glórias, mas jamais trará as lembranças maravilhosas pelo o que passamos no Olímpico. Em 2003/2004 fui responsável pela Vice-Presidência da Administração e Patrimônio.
Naquele período pude constatar e conviver com pessoas que tem, o “Olímpico” como verdadeiro amor e carinho, por cada espaço que nele existe.
A bem da verdade sito nome de gremistas abnegados, que diuturnamente vivenciam e vivenciaram o Estádio Olímpico, sempre trabalhando no Departamento de Patrimônio (Arquiteto Plínio Almeida in memória, Nelcir Zaffari in memória, Arquiteto Eliseu Mascarello, Rubens Franco, Eng. Moisés Schafam, Eng. Valdeci Pacheco, Eng. Wolnei da Costa, Mário Brum, Arquiteto Carlos Henrique Horst, Técnico Ênio São Pedro de Souza, Eng. Geraldo Wolf, Arquiteto César Fontari, Engenheira Maristela Kunh, Sílvio Vargas, Gilson Santos in memória, Eliane Couto, parabéns a estes Gremistas, profissionais bem sucedidos nas suas atividades, e que por décadas, passando por várias gestões sempre se dedicando as causas do patrimônio do Clube.
Lembro-me, após vários jogos, o Estádio Olímpico sendo depredado por vândalos, motivados por pessoas que na época tinham interesses apenas político.
Memorial destruído, Capela depredada, carro de pipoca dentro do campo (interditando o Estádio pelo Estatuto do Torcedor), etc....
O Grêmio passava por momentos difíceis, pós “ISL”, não tínhamos nenhuma verba disponível para reparação dos danos. Pois nesse momento, entravam em campo estes gremistas silenciosos e utilizando suas disponibilidades de equipamentos das suas empresas e seus conhecimentos profissionais, para refazer os danos causados.
Lembro-me neste final de festa, do nosso “Templo Sagrado” da dedicação desses gremistas anônimos que heroicamente conseguiram manter até hoje, o nosso “Olímpico” erguido para alegria de várias gerações.
Abraços Marco Miranda