Talvez eu cometa aqui um exagero na comparação.
Enquanto o treinador do Inter, Ramírez, explicava o inexplicável, a contundente derrota de 2 a 0 para o modestíssimo e desconhecido Always Ready, que saiu barato, eu lembrei de Garrincha.
Disse o técnico: “Sabemos da influência da altitude. Mas a gente tinha treinado uma coisa que eles modificaram. Têm um treinador novo. Sabíamos que íamos um pouco às cegas do que poderíamos encontrar. Tivemos que tomar decisões durante o jogo para tentar resolver. Nos custou muito entender”.
Uma das lendas urbanas conta que na Copa de 1958 o então técnico da seleção brasileira, Vicente Feola, chamou todos os jogadores para montar a estratégia de jogo contra a União Soviética.
Zito e Didi trocariam passes no meio do campo. Vavá chamaria a marcação da defesa russa indo para o lado esquerdo, Nílton Santos lançaria para direita, na direção de Garrincha, que driblaria o zagueiro e entregaria a bola para Mazzola fazer o gol.
Ao final, Garrincha, entre atento e perplexo, balançou a cabeça e perguntou: “Tá legal, seu Feola, Entendi. Mas o senhor já combinou tudo isso com os russos?”
Lembrei de Garrincha
Enquanto o treinador do Inter, Ramírez, explicava o inexplicável, lembrei de Garrincha
