Hiltor Mombach

Libertadores, a história de uma paixão

Tivemos nesta semana o sorteio dos grupos da Libertadores de 2016.
A competição terá a participação de cinco clubes brasileiros: Corinthians, Atlético Mineiro, Grêmio e São Paulo, que conquistaram vaga via Campeonato Brasileiro, e o Palmeiras, campeão da Copa do Brasil.
O Grêmio vai em busca do tricampeonato. Ganhou em 1983 e 1995. O Internacional também tem dois títulos. Levantou a taça em 2006 e 2010.
Nas 16 primeiras edições, de 1960 a 1975, só um clube levantou a taça, o Santos duas vezes, em 1962 e 1963. Um brasileiro só voltaria a ganhar em 1976, com o Cruzeiro de Minas.
Nas 16 últimas edições a Libertadores ficou com um representante do Brasil seis vezes. Fomos tetra com Internacional (2010), Santos (2011), Corinthians (2012) e Atlético Mineiro (2013).
Foi lançado recentemente o livro “Libertadores, paixão que nos une - 1960/2014” de Nicholas Vital. São 320 páginas ilustradas. O livro está recheado de curiosidades. Um prato cheio para os apreciadores de futebol e, principalmente, desta competição, que leva ao Mundial de Clubes.
O prefácio é de Sérgio Xavier Filho. Começa assim:
“Dizer que a Libertadores é aversão latina da Liga dos Campeões da Europa é quase uma verdade. Porque a “Liberta”, cá pra nós, é mais, muito mais. A Champions League é a competição mais importante em um continente em que as competições nacionais já são valorizadíssimos. A Libertadores, proporcionalmente, é gigante quando comparada aos campeonatos locais. Levantar La Copa é virar um clube adulto”.
Há uma semana o Barcelona conquistava o Mundial de Clubes. O Juremir Machado da Silva fez uma crônica perfeita, que abriu assim.
“Torci pelo River contra o Barcelona. Na Copa do Mundo, torci para a Argentina contra a Alemanha. Sou latino-americano. Ouço Mercedes Sosa e ainda me emociono. O que vi em campo na vitória do Barça contra os argentinos? O triunfo da técnica sul-americana: os dribles do argentino Messi, os passes do brasileiro Neymar e as conclusões do uruguaio Suarez. Em campo, 17 sul-americanos em 22 jogadores. Cinco coadjuvantes europeus.
O futebol sul-americano conquistou mais um mundial para os europeus. Não foi uma vitória da tática europeia. Foi um triunfo da velha técnica da América do Sul.”
Pois é este futebol que entrará em campo outra vez com mais uma Libertadores, competição que passará a render mais dinheiro.
Quase lá. O livro aponta que “sem dúvida, o América de Cali é o time com menos sorte em decisões da Copa Libertadores. A equipe colombiana perdeu as quatro finais que disputou, sendo três delas de forma consecutiva, em 1985, 1986 e 1987. Perderiam também em 1996.
Em números absolutos, o Peñarol é o maior perdedor  
de finais da Copa Libertadores: cinco. Os uruguaios, no entanto, ganharam outras cinco. Caso parecido com
os do Boca Juniors (quatro derrotas e seis vitórias)
e do Olimpia (perdeu quatro e ganhou três).


Algumas curiosidades retiradas do livro “Libertadores, paixão que nos une”. Jogadores que mais levantaram a taça Libertadores na condição de capitães de suas equipes
Ricardo Pavoni Independiente 4 vezes (1972, 1973, 1974 e 1975)
Hugo De León Nacional e Grêmio 3 vezes (1980, 1983 e 1988)
Com duas vezes aparecem William Martinez (Peñarol, 1960 1 1961); Oscar Malbernat )Estudiantes, 1968 e 1969); Ruben Suñé (Boca Juniors, 1977 e 1978); Raí (São Paulo, 1992 e 1993) e Jorge Bermúdez (2000 e 2001).
A maior arrecadação aconteceu na partida entre Atlético Mineiro e Olimpia, no Mineirão, na decisão de 2013.
O Galo arrecadou R$ 14,2 milhões, os 56.557 torcedores pagaram, em média, R$ 250,00 para ver o Galo ganhar o título inédito.
MAIORES GOLEADAS
1970 - Peñarol 11 x 2 Valencia
1970 - River Plate 9 x 0 Universitario La Paz
1971 - Peñarol 9 x 0 The Strongest