Hiltor Mombach

Libertadores, achômetro

O brasileiro se acha a última bolacha do pacote quando o assunto é futebol.
Quando do sorteio da Libertadores de 2016 a conta era saber quem passava na chave junto com Corinthians, Galo, Grêmio, São Paulo e Palmeiras.

Nem quando os brasileiros começam a cair como moscas nos damos contas de que há tempos as coisas mudaram.
Meu achômetro diz que nossos cinco times passam da primeira fase. Já decretei que o São Paulo passa pela pré-Libertadores.
Ainda não aprendi com os fiascos de anos anteriores.
Sempre fomos exportadores de talentos e importadores de jogadores em fim de carreira. Com a expansão do mercado mundial (Ásia e o Leste Europeu) estamos vendendo mais e mais cedo.
Viramos incubadora.
Com o Brasil atolado numa crise financeira onde o preço da batata e da cebola concorrem com o grama do ouro e a inflação dá sinais que começar perigosamente a galopar conseguimos importar jogadores descomprometidos com o futebol e comprometidos apenas em faturar mais alguma grana.
Viramos trouxas.

O hoje poderoso Corinthians, nosso bambambã, já viu o que é bom para a tosse contra Tolima e Guaraní.
O futebol brasileiro perdeu espaço. Mas não a pose.