Hiltor Mombach

Lumumba: Grêmio paga 1ª parcela

O ex-atacante e ex-treinador Paulo Otacílio de Souza, o Paulo Lumumba, faleceu em 2010 aos 74 anos.
Foi ídolo gremista nos anos 60.
Desde 2011 os herdeiros moviam uma ação contra o Grêmio.
Em 2017, um despacho mandou retificar os cálculo, “abstendo-se de proceder a quaisquer abatimentos de valores liberados”.
O advogado da família Lumumba, Paulo Neves, diz que os herdeiros venceram a ação e que o Grêmio pagará, ou já está pagando, R$ 2 milhões em 30 vezes.
O valor era de R$ 1,9 milhão.
O acréscimo de R$ 100 mil ficou pela pedalada.
Pela mesma ação o clube já havia desembolsado a entre R$ 400 e 500 mil.
Sem abatimento, portanto.
Faltou dizer o motivo da ação.
Conto a história como comprei.
Lumumba trabalhou no Grêmio.
Isto nos anos 80.
Foi demitido por uma entrevista que teria concedido.
O Grêmio afastou Lumumba por falta grave.
Acontece que Lumumba tinha estabilidade no emprego.
Não foi reintegrado.
Na Justiça, ganhou inclusive equiparação salarial ao uruguaio também Juan Mujica.
A primeira parcela foi paga no final do mês passado.
São 30, totalizando R$ 2 milhões.
Com multa de 30% por atraso.
Interessante: por contrato, o escritório de advocacia de Paulo Neves deve informar o Grêmio em 10 dias caso não aconteça o pagamento de uma parcela.
Minha intuição diz que o clube não quer repetir o caso Gladiador.
Lembrando.
Kleber Gladiador obteve ganho de causa em uma ação judicial que reclamava do atraso no pagamento das parcelas de sua rescisão de contrato.
Com isso, a Justiça do Trabalho determinou que o clube pagasse imediatamente cerca de R$ 8,8 milhões ao jogador, aproximadamente R$ 2,9 milhões a mais do que o montante que era devido (R$ 5,9 milhões).
O Grêmio recorreu e houve um novo acerto.