Brilhante jornalista Hiltor,
Lendo hoje, como faço diariamente tua coluna, não consegui deixar de me manifestar a respeito da mesma. Não com intenção de aparecer, pois felizmente não preciso disso, vou me identificar; sou advogado, ex executivo de banco, moro aqui em Florianópolis há muitos anos, já tendo morando um período no Rio de Janeiro, onde ajudei a dirigir um banco. Com muito orgulho, sou alegretense de nascimento, terra que que tem destaque entre meus afetos, depois de minha família e do Gremio. Sou apaixonado por futebol, mas em minha vida só torci e torço para dois times, o Flamengo de Alegrete e o Gremio. Acho que tenho mais tempo de gremsismo doque tu de idade, pois sou gremista dede que, quando menino, assisti meu primeiro Grenal,em 1949, que o Gremio ganhou de 1X0, com um gol de um centroavante chamado Geada, que além de ser o autor do único gol, foi expulso, logo após ter feito o gol, mais ou menos aos 5 minutos do primeiro tempo, no primeiro grande erro que vi de um árbitro, um ingles, se não me engano mr, Barrikc, pois Geada e Nena, zagueiro do Inter trocarm socos e o referido árbitro só expulsou o jogador do Gremio. Faço essa relato para veres como sou rodado. Mas o objetivo desta é cumprimentar-te efusivamente pelo teu comentário a respeito da negativa do Mario Fernandes de ir para seleção, pois essa que nós amantes do futebol, tanto admirávamos, transformou-se num balcão de negócios. São convocações de jogadores inexpressivos, para vendê-los no exterior, e o que é pior um gaucho, não sei se por ingenuidade ou vaidade, se prestando a colaborar com essa verdadeira “palhaçada”. Se mais alguns tivessem a coragemdesse desse moço, talvez as coisas voltassem a melhorar para a seleção brasileira. Só espero que a parte da crônica engajada, não passe a “demonizar” o rapaz. Ele agiu de acôrdo com sua conciência, no que fez muito bem; deixar o Gremio lutando para não cair, e ir ficar sentando no banco de reservas. Cumprimentos a ele. Antes de encaerrar essa longa mensagem, quero mais uma vez dizer-te que só um jornalista da tua estirpe para ter a coragemde dizer o que dissete sobre o assunto. Só podia ser mesmo alguem do teu naipe, e que aínda por cima trabalhas no velho e imbativel Correio do Povo. Teu sobrenome me reporta a um dos grandes amigos que tive na vida, meu diretor na faculdade, o inesquecivel Irmão Gelásio (Oscar Mombach). Assumo total responsabilidade pelo aqui dito, para tanto, mando-te abaixo minha qualificação
atenciosamente
Luiz Alberto Loureiro Aquino
Hiltor escreve: Oscar Mombach é primo irmão do meu querido pai.
