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"Mesmas 10 perguntas, mas respostas melhores
1) O Grêmio ficará proibido de treinar na Arena?
Não é verdade. O Grêmio poderá treinar sim na Arena, entretanto a preferência será dado ao Centro de Treinamentos que receberá investimentos para torná-lo um CT ao nível dos melhores existentes no Brasil e que terá sinergia com o novo estádio. Grandes clubes do Brasil e do exterior se utilizam de um CT e não do estádio como estrutura de treinamento.
2) O Grêmio terá direito à renda do estádio?
Sim. O dinheiro das bilheterias irá para o caixa da empresa gestora da Arena, administrada em conjunto pelo Grêmio a a construtora OAS. Nos primeiros sete anos de operação da Arena, o Grêmio receberá a cada ano um valor de R$ 7 milhões, reajustáveis pela inflação, mais 100% do resultado operacional da empresa, ou seja, a OAS não ganhará nada com a exploração do estádio. Mesmo se nenhum torcedor for à Arena e ela não sediar um evento qualquer, logo não havendo qualquer receita para a gestora, o Grêmio ainda receberá R$ 7 milhões todos os anos na fase inicial do contrato. Entre os anos 8 e 20 de execução do contrato, o Grêmio receberá valores fixos de R$ 14 milhões de reais a cada ano, também reajustáveis, além de 65% do resultado operacional do estádio com jogos e eventos. Hoje, o Estádio Olímpico não é usado para shows musicais, conferências, encontros de empresas, etc, o que acontecerá na Arena com resultados financeiros em benefício do Grêmio. Se o novo estádio sediar, por exemplo, show de uma grande banda ou mesmo um festival de rock, todo os recursos auferidos com a cessão do equipamento serão revertidos para o Grêmio nos primeiros sete anos do contrato e 65% nos demais anos até o prazo final de 20 anos, quando todas as receitas passam novamente a ser do clube. Com o novo estádio, também, o Grêmio gastará menos do que hoje à medida que não necessitará de um quadro de funcionários tão grande como o existente na atualidade para administrar o Olímpico assim como não precisará efetuar gastos com reformas caras, o que hoje é exigido constantemente pelo Olímpico que tem mais de 50 anos e sofre acentuada deterioração. A Arena será, portanto, um estádio muito mais rentável que o Olímpico para o Grêmio que manterá ainda as suas principais receitas como direitos de televisionamento, quadro social, exploração da marca e marketing, etc. O clube passará por um processo de capitalização, aumento de receitas e redução de despesas.
3) Os sócios terão que pagar para entrar?
Não é verdade que o associado com título patrimonial terá que pagar mensalidade mais ingresso. Não existe nenhuma previsão no contrato a respeito nem tampouco há qualquer decisão nesse sentido. A questão dos associados, que não envolve a empresa OAS, será decidida exclusivamente pelo Grêmio em discussão com o seu quadro associativo. A tendência é que o associado com título siga pagando mensalidade, mantendo o direito de ingressar na Arena sem o pagamento de ingresso. Caberá ao Grêmio restituir à empresa gestora o valor correspondente ao ingresso dos seus associados, mas 100% dos resultados da gestora serão do clube nos primeiros sete anos do contrato e 65% no restante do período, o que vialibiza a manutenção dos direitos dos associados patrimoniais.
4) A área do Olímpico vai para a OAS por quantos milhões?
Avaliações independentes do setor imobiliário contratadas pelo Grêmio indicaram que a área do Olímpico hoje valeria ao redor de R$ 60 milhões, entretanto com a mudança dos índices de construtividade da área, aprovadas pela Câmara de Vereadores, o valor é muito maior. Entretanto, esta valorização somente ocorre porque o Grêmio deixará a área para aproveitamento imobiliário com a mudança para a Arena, sendo que o atual valor de mercado menor seguiria o mesmo caso o Grêmio resolva permanecer na Azenha.
5) Quanto valerá a Arena quando passar para o Grêmio, após 20 anos?
A estimativa é de R$ 350 milhões a R$ 400 milhões.
6) Quem decidirá as questões da Arena?
A empresa gestora da Arena terá um conselho de administração formado por cinco pessoas, sendo três da OAS e dois do Grêmio. O contrato prevê que o Grêmio terá direito de veto em uma série de pontos da administração.
7) Quando começam as obras?
A licença de construção deve sair em maio. Se a OAS abrir as linhas de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou bancos privados, as obras começam em junho.
8) O Grêmio colocará dinheiro na Arena?
Nem um centavo sequer. Do total, 55% são bancados pela OAS (equity) e 45% por financiamentos públicos ou privados captados pela empresa. Se por qualquer motivo a construtora iniciar a obra e não poder concluí-la, o contrato prevê ainda um seguro (performance bond) que indenize o Grêmio que seguiria com o Estádio Olímpico e ainda receberia a indenização, afinal a área da Azenha somente será entregue à construtora OAS quando o Grêmio já estiver na Arena.
9) Quando a Arena estará pronta?
Se os prazos forem cumpridos, em dezembro de 2012.
10) Qual será o nome da Arena?
O nome será Arena Grêmio, mas podem ser comercializados os naming rights do estádio em contrato com elevado valor que garantirá ainda mais recursos para o Grêmio assim como se dá hoje com alguns dos principais estádios do mundo.
