Estava preparado para assistir ao Gre-Nal de sábado, o primeiro e talvez único do ano.
Não teve clássico. Teve, isto sim, um atentado ao ônibus do Grêmio.
Gastei todos os meus adjetivos nas últimas décadas para caracterizar cenas assim. Nada mais há para acrescentar. A escalada só aumenta.
A violência não é privilégio do futebol gaúcho.
Está em todos os gramados brasileiros.
O exterior também não escapa.
Veremos logo, muito em breve, ônibus blindados levando as delegações de jogadores com forte escolta de seguranças e policiais.
Não sei se veremos jogadores entrando em campo com coletes à prova de facada ou bala.
Mas sei que não exagero ao pensar um futuro assim tão bélico.
Fui dormir no sábado lembrando alguns acontecimentos recentes.
Queria muitíssimo escrever sobre tática, técnica, sobre o confronto de dois times muito modificados em relação ao ano anterior. Estava preparado para uma vigília em caso de derrota do Inter, pois suspeito que o treinador Medina não resistiria. Porém, foi dormir com algumas manchetes povoando meus pesamentos.
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Quando o Gauchão entra na sua fase quente, na reta final da fase classificatória, quando está por definir os quatro semifinalistas, as manchetes da semana seguirão as mesmas, agora sobre o rescaldo dos acontecimento de sábado. Há decisões importantes a serem tomadas.
O futebol? Bem, este anda ficando em segundo plano.
