Hiltor Mombach

MANIFESTAÇÃO DE GUERREIRO

MANIFESTAÇÃO DE GUERREIRO

Do ex-presidente do Grêmio, José Alberto Guerreiro, sobre a possibilidade de o Grêmio reabrir o caso ISL.
"Eu estranho muito esta notícia neste momento. Há mais de um ano que o caso enrerrou. A reabertura iria contraria uma decisão do Conselho Deliberativo, que me parece ser soberano. Quando não houve a leitura do parecer da Comissão de Ética, e, portanto, não houve a votação, fato que foi contrário ao que eu queria, ficou decidido ali que valeria a decisão da Justiça e, segundo meus advogados, o caso transitou em julgado como se não tivesse existido. Fiquei dois anos sem ir ao Grêmio. Fui ao enterro do filho do doutor Raul Régis, Ricardo, não por uma questão de gremismo, mas de cidadão, e da morte de Rochinha, um homem que se doou ao clube. Por outro lado, o Conselho Deliberativo de hoje sobreu muitas mudanças, com trocas de nomes. Não é o Conselho Deliberativo daquela época. Minhas contas foram aprovas, as contas de quatro anos, com apenas um o voto contra, me parece. Será que vão discutir isto tudo outra vez?"
Perguntei a José Alberto Guerreiro qual seria sua decisão se o caso for reaberto: deixar prosseguir, contratar um advogado para fazer a sua defesa ou pedir a exclusão do Conselho do Grêmio: "Confesso que não sei o que dizer. Para mim este caso estava encerrado. Para mim o Conselho Deliberativo havia tomado uma decisão soberana." Perguntei se ele achava que a notícia poderia ter alguma ligação com a eleição presidencial: "Não sei. Estou desligado da vida política do Grêmio. Não sei se se há candidatos e, se há, quem seriam".