Hiltor Mombach

Manifestações sobre a CPI do Instituto Ronaldinho Gaúcho

Do site da Câmara de Vereadores de Porto Alegre.

CPI I- Mauro Pinheiro (PT) parabenizou a postura do relator do requerimento da CPI do Instituto Ronaldinho Gaúcho, Elói Guimarães (PTB), que se manifestou favorável ao documento. Pinheiro, porém, criticou a postura do prefeito em relação ao assunto. “Espantou-me que o prefeito tenha se manifestado liberando a base do governo para assinar o requerimento”, disse. “Não foi bem isso porque já tínhamos as 12 assinaturas exigidas.” Conforme Pinheiro, a CPI vai sair porque conta com a assinatura de um terço dos vereadores. “E não vamos aceitar interferências do prefeito”, anunciou. (CB)

CPI II- João Antônio Dib (PP) falou da CPI do Instituto Ronaldinho Gaúcho, a ser instalada na Casa. Disse que a prefeitura já fez um levantamento e faltam R$ 500 mil a serem comprovados, dos R$ 6 milhões aplicados no projeto. “Desejo que esta comissão tenha sucesso, pois vou acompanhar de perto”, prometeu. Dib também falou no Congresso Federal que esta instalando a CPI do Carlos Cachoeira. “Não acredito que os deputados tenham mais condições de averiguar do que a Policia Federal que há anos vem investigando este caso”, disse. O vereador falou ainda da moral dos deputados. “A maioria tem alguma coisa para responder na Justiça.” (RA)

CPI III - Idenir Cecchim (PMDB) também falou da CPI do Instituto Ronaldinho Gaúcho. O vereador disse que o governador Tarso Genro foi quem incentivou governos a investirem neste instituto enquanto ministro em Brasília. “Ele recomendou ao governo da Bahia e lá, hoje sabemos, tem sérios problemas.” Quanto ao discurso do vereador Mauro Pinheiro (PT) dizendo que o Executivo não manda no Legislativo ao liberar os vereadores da base aliada para assinarem a CPI, Cechim considerou “destemperado”. “Todos queremos saber a verdade”, falou o vereador ressaltando esperar que o exemplo de Fortunati seja seguido por Tarso Genro. “Ele precisa liberar os deputados para que assinem a CPI do Daer.” (RA)

CPI IV- Fernanda Melchionna (PSoL) disse que a CPI sairia do papel independente da liberação por parte do governo municipal. “As 12 assinaturas são incontestáveis”, considerou. Conforme Fernanda não existe mais manobra jurídica capaz de impedir a instalação da comissão. “Houve mudança na posição do vereadores da base a partir desta derrota”, disse ela. Segundo a vereadora, ela não vai aceitar que não seja discutido o comportamento da Procempa em relação ao Instituto Ronaldinho. “Além das notas frias emitidas por este Instituto e dos equipamentos que sumiram, importando em prejuízo de R$ 6 milhões para os cofres públicos.” (RA)