Hiltor Mombach

Mata-mata? Não, morreu-morreu!

Eu queria o Brasileiro na fórmula mata-mata.
É injusto como o Brasil.
Sempre estive na contra-mão.
Quase todos querem este Brasileiro por pontos corridos.
Tão justo como a distribuição de renda no país.


Minha previsão é que não teremos nem um nem outro.
Cometendo uma verdade exagerada diria que o futuro nos promete o Brasileiro morreu-morreu.

A frase é de Daniel Nepomuceno, presidente do Atlético-MG.
“Fizemos um cálculo, em dez anos, a diferença de receita entre Corinthians e Atlético contando o dinheiro da TV e da Caixa, se eles mantiverem o patrocínio, vai chegar a R$ 1 bilhão. Vai dizer que isso não provoca uma diferença técnica? Precisamos encontrar uma forma mais justa de dividir o dinheiro da TV, ou vai chegar uma hora em que Corinthians e Flamengo vão jogar sozinhos.”

A Globo teria chamado o Corinthians para uma conversa e oferecido uma renovação de contrato até 2020 pagando R$ 220 milhões/ano pelo Brasileiro e Paulistão.
Hoje o Timão pega R$ 110 milhões/ano. Pega simplesmente mais do que o dobro de Inter e Grêmio.
Obviamente vai oferecer o mesmo ao Flamengo.

Por aqui, a parte da mídia que vai a reboque da Globo silencia.
A imprensa de São Paulo berra em favor de equilíbrio financeiro.