Hiltor Mombach

Messi joga bola. Neymar, pôquer

A Argentina jogou duas prorrogações nas últimas três partidas. Dos 270 minutos de um jogo normal, sem os acréscimos, atuou 330

Argentina nas semifinais
Argentina nas semifinais Foto : Thomas Coex / AFP

A Argentina jogou duas prorrogações nas últimas três partidas.
Dos 270 minutos de um jogo normal, sem os acréscimos, atuou 330 minutos.
O time titular tem média de 30 anos.
Parecia que faltaria perna aos 25 minutos finais diante da Suíça, que empatava em 1 a 1 e era melhor, quando Embolo, num gesto lesa-pátria, simulou uma falta e foi expulso.
A Argentina renasceu feito Fênix para fazer 3 a 1.
Um parêntese: essa Copa mostrou, como nunca, como funciona o VAR seletivo.
Aos 13 minutos da prorrogação Messi, 39 anos, comandou um contra-ataque diante da Suíça.
No mesmo horário Neymar, 34, jogava pôquer em um cassino de Las Vegas.
Comovente a entrega dos jogadores.
Deixam tudo em campo. Não há hipocrisia quando eles dizem que jogam pelo país.
De tempos em tempos, forma-se uma geração de jogadores que levam a pátria nas chuteiras e têm vergonha na cara.
Quem sabe o Brasil encontre o seu Messi.