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Corria o ano de 2001. Eu desembarcava em São Paulo depois de uma jornada pela Colômbia, onde fora fazer a cobertura da Copa América. Conversava com Falcão quando alguém chegou dizendo que Tite havia sido demitido do Grêmio. Na verdade, não havia. Mas estava na corda bamba. O Grêmio estreara na Copa do Brasil levando 3 a 2 do modestíssimo Vila Nova. Tite voltou de Minas na alça de mira. O Grêmio passou no jogo de volta e, depois, encarou o Santa Cruz. Fora, derrota de 1 a 0. Tite voltou a balançar e, sabedor disto, proferiu a seguinte frase: “Estamos com a faca no peito”. Para o jogo do estádio Olímpico, Tite recuou Polga, transformando o Grêmio num 3-5-2. Fez 3 a 1. Ali, o time arrancou para conquistar o último grande título nos últimos 14 anos. Times se ajustam. Aguirre pode ajustar o Inter. Três peças estão mal neste momento: Nilton, Fabrício e Réver. Nilton tem um substituto pedindo passagem, Rodrigo Dourado; Alex poderia ocupar a lateral-esquerda e Réver, bem, este tem que seguir jogando para adquirir forma e ritmo. É bom zagueiro e não se discute. Para aqueles que me acusam de ser azedo, estou sendo otimista. Certamente agora serei acusado de ser otimista. Quando o assunto é futebol, é impossível agradar a todos. O negócio é continuar escrevendo aquilo que acho e penso. E segue o baile.