Cresci ouvindo que pensamento ruim atrai coisa ruim.
A explicação que me deram quando criança sobre a lei de Murphy era de que se eu pensasse numa tragédia ela invariavelmente aconteceria.
É trágico, e cômico algumas vezes, como certas coisas ficam impregnadas, moldando nosso comportamento.
Mal havia fechado a segunda rodada da Copa e fui assaltado por uma lembrança.
Tratei imediatamente de pensar em outra coisa.
Abortei a duras penas uma palavra que ontem pareceu saltar do meu computador quando li a seguinte e funesta manchete:
“Tite vê diferenças, mas admite que Sérvia pode ser seu novo Tolima".
Tolima, Tolima, Tolima...
Como um fantasma, a palavra agora martela os meus ouvidos feito premonição.
Ou seria intuição?
Uma das mais famosas leis de Murphy diz que “se alguma coisa pode dar errado, dará.
E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.”
Obviamente, e as obviedades merecem ser escritas, tenho medo que a Sérvia seja não apenas o Tolima de Tite, mas o Tolima de uma nação.
Isto um dia depois da Argentina cometer um milagre.
Mas, diante de circunstância tão medonha, bate uma dubiedade tranquilizadora: nós somos maiores, melhores, nós somos inigualáveis no futebol se comparados aos sérvios.
Nós somos o Brasil.
