Hiltor Mombach

Meu oráculo gaudério

Em causas quase perdidas do futebol, consulto meu oráculo gaudério em Delfos.
Eu e Koff dividíamos o mesmo oráculo. Isto antes do presidente passar a consultar o seu alter-ego, Zeus.
Ontem visitei o meu oráculo, que vestia azul e branco.
_ Oh, divino oráculo, o Grêmio passa pelo San Lorenzo.
_ A la pucha! Assim, sem rodeio te digo que passa.
_ É um desejo, uma suspeita ou uma certeza.
_ Uma certeza. A zaga deles é mais perdida do que cusco em procissão, mais faceira que guri de bombacha nova.
_ Oh, divino oráculo, alguma sugestão para o Enderson.
_ Se o guasca la das Minas Gerais estiver embretado, se ali pelos 15min finais seguir oxo, como diria um plantão esportivo lendo um resultado que estava 0 x 0, manda o piá Breno para a peleia.
_ Oh, divino oráculo, Breno como salvação! Breno!
_ Calma, tu parece mais medroso que cascudo atravessando galinheiro. Bota o piá, saca o Zé e manda o tal de Wendell para o meio.
_ Mudando de assunto, divino oráculo. Tens visto o Koff.
_ Mas bah, tchê! Koff me trocou pelo senhor do Olimpo, assumiu de vez seu alter-ego. Koff só consulta Koff.
_ Vou indo, divino oráculo. Bom dia e bons palpites.
_ Dá um baita abraço no Koff e diz que sem os meus palpites ele parece mais perdido do que cebola em salada de frutas.