Meus personagens de hoje são Fábio Koff e Fernando Carvalho.
Neste momento, as atenções do futebol tupiniquim estão voltadas para os nababos Galo, Flamengo e Palmeiras.
Uma pergunta surge implacável: como competir contra estes três times onde o dinheiro parecer dar em árvore?
A genialidade de Koff achou uma fórmula de brigar mano a mano com os do eixo RJ-SP na década de 90. Pegou um clube quebrado e fatiou jogadores.
Jorge Gerdau comprou um pedaço de Jardel, Renato uma parte de Tinga, Pedrotti ficou com fatias de vários atletas e, assim, o Grêmio arrumou dinheiro para montar uma máquina.
Fernando Carvalho herdou um clube que vinha de uma revolução, o Inter 2000, que havia dado com os burros n'água. Sua gestão estava entrando pelo cano quando surgiu o milagre, que aqui tem nome e sobrenome: Delcir Sonda.
Não havia nada parecido com o São Paulo em 2006.
O time paulista desfilava montado em dinheiro e como um prodígio do futebol verde-amarelo colecionando títulos como o Mundial Interclubes de 2005.
Pois este São Paulo foi desbancado na final da Libertadores de 2006.
Depois o Colorado faturaria o seu Mundial.
