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Estou deprimido.
Culpa da volta do Brasileiro. E do fim da Copa do Mundo.
Deprimido e com com uma falta de esperança de dó em torcedor da seleção do Irã. Nestes momentos padeço de coitadismo. Quase sempre sou um otimista, mas não dá mais para carregar otimismo algum. Veja que ontem mesmo tentei montar um time juntando jogadores de Inter e Grêmio. Para ver se dava uma coisa pelo menos parecida, mesmo que de longe, com a Alemanha. Não deu nem uma Suíça. Nem uma Costa Rica. Para agravar minha profunda depressão minha caixa de mensagens está entupida de textos de colorados e gremistas também deprimidos. A depressão é geral, contagiante e irrestrita. Vejam este trecho do e-mail de Dênis Schorr: "Do meu sogro gremista: “Após assistir a grandes jogos da Copa, é brabo ver Grêmio x Goiás. Retruco: - Querido sogro, o que está ruim sempre pode piorar: tive que ver o Inter hoje (quinta-feira)." Quando o assunto é Brasileiro, Inter e Grêmio só ganham no papo. Papo furado. Sempre falta um jogador, um isto, um aquilo....As mesmas e eternas evasivas. O que mais irrita e constrange é o futurologismo. Sempre há um jogador para entrar que surge como a salvação da lavoura. Ou um programa novo de computador que fará laterais abaixo do razoável ou zagueiro improvisado como lateral cruzar dez vezes por partida com perfeição. Tudo é para amanhã e, amanhã, para outro dia.