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Volta e meia me sinto engambelado, culpa da minha ignorância sobre certos assuntos. Vejam este caso. O Grêmio perdeu o Gre-Nal por 2 a 1. Mandou no primeiro tempo, abriu o placar, e foi completamente dominado no segundo, quando o Inter virou. O treinador Enderson Moreira culpou o cansaço: “No segundo, não conseguimos jogar. Infelizmente, temos que pagar um preço pela sequência de jogos que tentamos manter.” Aos fatos. Durante a semana, o Grêmio havia realizado duas partidas pelo Gauchão, contra Juventude (domingo) e Brasil de Pelotas (quarta-feira) na Arena, em Porto Alegre. Jogou o Gre-Nal na Arena. Esta foi a sequência de compromissos, todos em Porto Alegre. O Gre-Nal terminou por volta das 18h de domingo. Uma partida extenuante. Às 23h começou a concentração e o embarque para Lima, no Peru, ocorreu às 6h30m de segunda-feira. O grupo desembarcou em Medellín às 15h30min, esgotado. Somando espera em aeroportos, a viagem durou 12h. Quem viaja sabe como isto desgasta. Na quarta-feira o time estava em campo para encarar o Nacional pela Libertadores. Realizou um primeiro tempo assim, assim. No segundo, os jogadores pareciam corredores de 100m rasos. O Grêmio marcou dois gols e terminou a partida sobrando fôlego. Minha ignorância sobre preparo físico não me permitiu escrever após o Gre-Nal o que vou dizer agora. O Grêmio não levou o vira-vira por cansaço, mas por presunção. Depois de mandar no primeiro tempo, entrou para o segundo calçando salto altíssimo. Desabou, levando junto o treinador que, desatinado, começou a cometer barbeiragem nas substituições. Alguém perguntará se não estou tirando o mérito de Abel em trocar o sonolento Jorge Henrique por Alan Patrick. Isto também fez efeito, ajudou na virada, mas foi o salto alto do Grêmio que permitiu o vira-vira com tamanha facilidade.