Hiltor Mombach

Minha obsessão

Volto ao mata-mata.
É uma das minhas obsessões após a implantação do sistema de pontos corridos.

Até os quero-queros de São Leopoldo sabem que sou favorável ao mata-mata. Como o melhor cronista do dia-a-dia, o Juremir, é adepto dos pontos corridos. Cada um tem lá os seus motivos.
O Corinthians pode ser campeão do Brasileiro com quatro rodadas de antecedência. Com justiça.
A mesma justiça que confere ao time paulista cerca de R$ 200 milhões/ano só com a TV e para a Chapecoense 10% deste valor. Um exemplo de justiça tupiniquim.

A audiência do Brasileiro só não despenca mais do que a aprovação do governo Dilma. Com este nacional quase decidido na 32ª rodada, a tendência é a audiência crescer ainda mais, feito rabo de cavalo. Seguindo o rumo da nossa desnorteada economia.
Nos últimos anos a Globo perdeu quatro pontos.
Mas segue investindo R$ 1,3 bilhão/ano.
Se com a TV os clubes já passam o pires, sem ela estariam quebrados.
O futebol verde-amarelo é tvdependente.
E a Globo quer o mata-mata. Ela e muitos dirigentes.

Romildo Bolzan estava no aeroporto de São Paulo ontem quando atendeu um telefonema meu. Perguntei sobre o mata-mata.
Em 2016, não.
Mas muito provavelmente em 2017.