Hiltor Mombach

Minha síndrome

Toda vez que eu escrevo sobre as vantagens que o Corinthians recebe da Globo e da CBF recebo uma enxurrada de e-mails dizendo que eu sofro da síndrome do coitadismo.
Se sofro, não sou o único.
O torcedor do Santos acaba de declarar guerra contra a televisão.
Motivo: a escancarada  exposição que se dá ao Corinthians em detrimento dos demais.
Inspirada no Vasco de Eurico de Miranda, a torcida do Santos sugeriu reperir a provocação de 2001, no Maracanã, quando o Vasco estampou a marca da SBT na camisa do time carioca na decisão da Copa João Havelange, contra o São Caetano. Motivo alegado: perseguição da emissora.
Agora, quer ver Record na camiseta.
De André Luiz de Jesus dos Santos, produtor multimídia, 38 anos, responsável pela campanha nas redes sociais, para o UOL:
“Essa ideia na verdade surgiu por causa das injustiças da emissora contra o Santos.
Ela passou 13, 14 jogos do Corinthians ao vivo e apenas um do Santos.
Ele não passou o Santos no domingo para passar Homem-Aranha e ainda transmitiu o Corinthians no sábado.”
Desde o início do ano, o Santos só foi exibido pelo canal uma única vez.
Manchete do UOL: “Torcida quer Record na camisa para provocar Globo, mas Santos escolhe Pelé”.
O clube deve estampar a logomarca do Museu Pelé na decisão contra o Palmeiras.
A manifestação preocupou a TV, que deu explicações.
Do presidente do Santos, Modesto Roma, ironizando a TV depois de ver o time na final do Paulistão: “A gente ainda não decidiu se vai passar ‘Os Três Porquinhos’ ou ‘Netuno, Rei dos Mares’.
A piada mostra o clima de animosidade.
Leio que em 2014 o Palmeiras apareceu apenas cinco vezes em rede aberta nas 38 rodadas do Brasileirão.
Já o  Corinthians, 18 vezes. Nas 10 primeiras rodadas deste ano o Flamengo aparecerá sete vezes e Corinthians e São Paulo, seis. O Grêmio quatro e o Inter, três.