Sou um obsessivo confesso.
Tenho um apego excessivo a sentimentos do passado.
Alguém dirá que sou um saudosista.
Hoje, certamente.
Já citei mais de uma vez uma frase de uma crônica de Nelson Rodrigues:
"O patético de nossa época é que o passado se insinua no presente e repito: a toda hora e em toda parte, a vida injeta o passado no presente. Olhem em torno e vejam. É terrível. O passado irrompe numa gravata, num gesto, num sapato ou num colarinho. Estamos usando os bigodões dos nossos avós. Há sujeitos que se vestem e calçam como os nostálgicos defuntos familiares."
Sofro da síndrome do coitadismo.
Bairrista confesso, padeço quando os times do Rio Grande do Sul vão a reboque.
Tenho apego excessivo aos tempos de ouro.
O Grêmio conheceu glórias recentemente.
O Inter vive do um passado que surge longínquo.
Vejam meu estado neste momento.
No final de semana começaram os Brasileiros de três Séries.
Como se comportou a gauchada?
Foram seis jogos pelas Séries A, B e C.
Quantas vitórias?
Nenhuma. Dos 18 pontos em disputa faturamos míseros três.
Deixamos 15 pelo caminho. Isto dá 16,6% de aproveitamento,
É de chorar!
