Hiltor Mombach

Minha síndrome

Bairrista confesso, padeço quando os times do Rio Grande do Sul vão a reboque

Gre-Nal 437 vale vaga na final do Gauchão
Gre-Nal 437 vale vaga na final do Gauchão Foto : Fabiano do Amaral

Sou um obsessivo confesso.
Tenho um apego excessivo a sentimentos do passado.
Alguém dirá que sou um saudosista.
Hoje, certamente. 

Já citei mais de uma vez uma frase de uma crônica de Nelson Rodrigues:
"O patético de nossa época é que o passado se insinua no presente e repito: a toda hora e em toda parte, a vida injeta o passado no presente. Olhem em torno e vejam. É terrível. O passado irrompe numa gravata, num gesto, num sapato ou num colarinho. Estamos usando os bigodões dos nossos avós. Há sujeitos que se vestem e calçam como os nostálgicos defuntos familiares."

Sofro da síndrome do coitadismo.
Bairrista confesso, padeço quando os times do Rio Grande do Sul vão a reboque.
Tenho apego excessivo aos tempos de ouro.
O Grêmio conheceu glórias recentemente.
O Inter vive do um passado que surge longínquo.

Vejam meu estado neste momento.
No final de semana começaram os Brasileiros de três Séries.
Como se comportou a gauchada? 

Foram seis jogos pelas Séries A, B e C.
Quantas vitórias?
Nenhuma. Dos 18 pontos em disputa faturamos míseros três.
Deixamos 15 pelo caminho. Isto dá 16,6% de aproveitamento,
É de chorar!