Hiltor Mombach

Minhas profecias são dinâmicas como o futebol

Minhas profecias são dinâmicas como o futebol.
Umas poucas perduram, outras tantas me transformaram num momentâneo Nostradamus de araque.
Em 2003, com o advento do Campeonato Brasileiro por pontos corridos, profetizei que não veríamos Internacional e Grêmio levantam taça pelos próximos 100 anos.
Faltam 84.
Em 2011 previ que o Brasileiro iria virar um Paulistão.
Estavam por subir Portuguesa, Ponte Preta e Bragantino, que se somariam a Corinthians, Santos, Palmeiras e São Paulo, totalizando sete paulistas em 2012, ou 35% dos participantes.
Subiram Portuguesa e Ponte. Em 2012 caiu o Palmeiras, que voltou em 2013, quando desabaram Portuguesa e Ponte.
São Paulo terá os quatro grandes em 2019.
Porém, contará com seis times na B: Ponte, Guarani, Oeste, São Bento, Bragantino e Botafogo.
O Brasileiro ainda pode virar um Paulistão.
Em termos de taças, já virou, com 10 em 16 temporadas.
Mas jamais poderá virar um Gauchão, Mineiro ou Carioca.
São 10 taças para São Paulo em 16 anos de Brasileiro por pontos corridos.
No mesmo período de 16 anos antes desta nova fórmula a distribuição de canecos estava assim: São Paulo, sete; Rio de Janeiro, cinco; Paraná, um; Rio Grande do Sul, um; Bahia, um e Pernambuco, um.
O Grêmio conquistou o último título dos gaúcho, em 1996.
O RS terá apenas um time na B em 2019, o Brasil.
E três na Série C: Juventude, Ypiranga e São José.
Minas perdeu um representante na A, o América.
O Rio de Janeiro não tem equipe na Série B.
Mais: Vasco, Botafogo e Fluminense lutaram para não cair este ano.
Dificilmente São Paulo não seguirá dando as cartas em 2019.