Hiltor Mombach

Mire-se na Chapecoense, Brasil!

Se o objetivo do Brasil de Pelotas é apenas se manter na Série B, então pode comprar a passagem de volta para a Série C.
O clube tem que mirar a Série A em 2017.
Sonhar não paga imposto.
A Chapecoense dá o exemplo. Teve dois acessos seguidos a partir de 2012 até a primeira divisão em 2014.
Debutou e ficou na A, onde assistiu a queda de Vitória, Bahia, Botafogo e Criciúma.
Sandro Luiz Pallaoro é o presidente da Chapecoense:
“Temos uma folha de R$ 1,5 milhão/mês.
Estamos com 8,5 mil sócios.
Recebemos R$ 21 milhões de cota da TV.
O mês não tem 30 dias.
Pagamos o salário da carteira no dia 10 e o do direito de imagem no dia 25.
O teto salarial máximo é de R$ 80 mil.
No ano passado encerramos com um superávit de R$ 1 milhão.
Estamos montando uma base boa”.
Pergunto para Pallaoro se há uma fórmula para esta ascensão fulminante.
Diz tratar-se de uma conjunção de fatores.
Fora de campo, tal conjunção começa pela organização; dentro, pelo comprometimento dos jogadores.
A sorte também faz parte deste pacote.
Depois da virada histórica sobre o Grêmio em plena Arena (perdia por 2 a 0 e venceu por 3 a 2) a Chapecoense viajou para Buenos Aires.
Na quarta-feira encara o River Plate pelas quartas de final da Sul-Americana, competição que dá vaga para a Libertadores de 2016.


COMPARAÇÃO
A folha do Inter, divulgada aqui no sábado, é de R$ 8,0 milhões e a do Grêmio de R$ 5,0 milhões.
Grêmio e Inter recebem mais de R$ 60 milhões cada um da TV só pelo Brasileiro.
A Dupla tem contrato com a TV até 2018, enquanto a Chapecoense só renova se conseguir se manter na Série A.
Com 38 pontos, certamente vai se manter para 2016.