Hiltor Mombach

Mito: Pelé. Craques: diversos

Meu time de futebol de botão tinha a seguinte escalação: Lapaz, Florindo e Oreco, Mossoró, Odorico e Lindoberto, Luizinho, Bodinho, Larry, Jerônimo e Chinesinho.

Em razão da instigante pergunta feita na edição do Correio de Povo deste domingo, opinarei.

MITO: Pelé.

CRAQUE: Diversos.

Meu time de futebol de botão tinha a seguinte escalação: Lapaz, Florindo e Oreco, Mossoró, Odorico e Lindoberto, Luizinho, Bodinho, Larry, Jerônimo e Chinesinho.

Pela escalação podes ver que já assisti muitas partidas de futebol do Internacional.
Não vou apontar um craque, embora concorde com a indicação de Falcão.

A palavra craque está hoje vulgarizada.
Então quando algum atleta é apontado como craque, utilizo a seguinte régua:

Indago para mim mesmo se o jogador teria lugar no time bicampeão do Internacional.
Caso colocasse um dos titulares na reserva poderia ser um craque.
A grande maioria dos atuais “craques” seria reserva daquela inesquecível equipe.

Hoje se exige muito pouco de um atleta para ser elevado à condição de craque: um chute de fora da área, um “balãozinho” no adversário, uma bola metida pelo meio das pernas (que geralmente em termos práticos não resulta em nada), um cruzamento da ponta direita parecido (sem o efeito e a força) dos feitos por Valdomiro Vaz Fanco.

Para encerrar: num programa de esportes da Rádio Guaíba, foram nomeados jogadores bons batedores de faltas próximas da área adversária.
Em minha modesta opinião ficou faltando um: Flávio Bicudo, que na sua passagem pelo Beira Rio, encerrando a carreira cobrava as faltas próximas da área adversária, a maioria das quais resultava em gol. Não lembro de nenhuma falta de Flávio chutada para fora dos limites da goleira.

Luiz Henrique Behs Filho.