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Morreu o radialista Antônio Augusto dos Santos, o Totonho. Trabalhei com ele na Caldas Júnior. Era e sempre será o pai dos plantões esportivos. Na época de ouro do rádio, Totonho dava as cartas. Trabalhava na Guaíba. Dava os resultados em primeira mão. Não havia a tecnologia de hoje. Lembro de um fato marcante. Totonho entrou no ar e mandou ver: "Terminou". Do Maracanã, o narrador chamou: "Terminou onde Antônio Augusto". "Terminou a preliminar do jogo que tu vais narrada dentro de instantes". Totonho mantinha rivalidade com os concorrentes. Não uma, várias vezes, deu de propósito o resultado errado. O concorrente repetia o erro. Ele mandava ver: "Oh, não, meu. Eles estão me escutando. Agora vai o resultado certo". Criei uma coluna no Correio do Povo especialmente para o o mestre dos plantões esportivos. Chamava-se a Bola Parou. Fez sucesso. Totonho jamais escondeu seu time do coração. Era gremista. Aos familiares, meus pêsames. Totonho marcou época no rádio esportivo brasileiro.