Hiltor Mombach

Morreu o Guerrinha. As palavras são insuficientes

Ninguém emprestava, como o Guerrinha, tanta leveza nas avaliações. Mesmo quanto a análise era ácida, Guerrinha tirava da cartola um chiste que me fazia rir.

Foto : Mateus Bruxel / Agência RBS / Divulgação

Morreu o Guerrinha.
Quando comecei minha jornada no Correio do Povo, lá se vão quase 50 anos, encontrei o Guerrinha.
Ele fazia turfe.
Turfe tinha um espaço generoso no Correião.
Soubesse da afinidade do Guerrinha com o futebol e teria feito o convite para ser setorista do Inter.
Ele tomou nos rumos.
Era gostoso ouvir seus comentários na rádio.
Sempre com tiradas saborosas.
Ninguém emprestava, como o Guerrinha, tanta leveza nas avaliações.
Mesmo quanto a análise era ácida, Guerrinha tirava da cartola um chiste que me fazia rir.
Colorado da gema, Guerrinha foi um dos maiores críticos do Inter quando as coisas não iam bem.
Era jornalista, e dos bons, em primeiro lugar.
O tempo foi levando queridos amigos e conhecidos.
Soube recentemente que ele estava mal de saúde.
Agora, o choque da morte.
Nunca estamos suficientemente preparados para momentos assim.
As palavras são insuficientes, sempre.
Pêsames aos familares.
Vá com Deus, amigo!