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MORTE ANUNCIADA
Dentre os inúmeros fatos que compõe esse imbroglio da Arena, um se apresenta evidente: o repentino aparecimento, na mídia e fora dela, de uma legião de engenheiros de obra (mal) feita, a tecer críticas sobre tudo no Projeto. Se é bem verdade que muitos dos verborrágicos e midiáticos censores atuais, na realidade encontravam-se desde sempre imobilizados porque sitiados, dentro e fora do clube, pela massa de róseas informações oficiais sobre o novo estádio, bem como pela permanente, intensa e extensa propaganda laudatória acerca do belo negócio ajustado, tudo à conta da direção anterior e seus acólitos, também é verdade que uma boa parte dos atuais censores embarcou nesse trem oportunisticamente, nessa última baldeação. Profetas do acontecido. Outros, até pouco tempo engajados na tropa de choque virtual que blindou o andar triunfal do empreendimento, chegaram, no clube, a liderar - inclusive oficialmente - os procedimentos tendentes ao desenvolvimento dessa maravilha que aí está e que, hoje , ou cinicamente a vituperam ou procuram sofismaticamente elidir seus nocivos efeitos.
Isso se chama mimetismo. Quem sabe, impulsos camaleônicos.
Passou-se, nestes 4 anos e meio, por sobre regras normativas e éticas de todos os naipes para levar a cabo essa obra. Nos aspectos legais, administrativos e sociais. Só uma enciclopédia poderia abrigar a descrição de tantos desvios, irregularidades e infringências cometidas por avatares em função de uma cega perseguição à redenção existencial do clube, o qual, diga-se de passagem, nunca pediu isso. Não precisava. Tinha – e sempre teve - um exercito à disposição, para resolver todos os problemas sem socorros, como historicamente, por mais de cem anos, o fizera.
Inventaram uma necessidade.
Desde maio de 2010 encontra-se à disposição do público a obra “Títulos patrimoniais e outras obrigações internas das associações sócio desportivas” – Reflexos no Projeto Arena do Grêmio”, de minha autoria, Ed. Sérgio Fabris, onde estão narrados minuciosamente os fatos que ilustraram tanto as vésperas quanto o nascimento dessas vinculações civis do clube com a OAS, bem como descritas as expressivas invalidades delas, ocorrentes desde o berço.
Talvez, por isso, tenham, os resistentes, como eu, sido alcunhados de “secadores”, por um respeitável ex-dirigente , no auge de sua euforia pedrafundamentalista, imediatamente depois de um simulacro do Exodus, o tupiniquim, ou seja, travessia Olímpico/Arena, a pé, por legiões de gremistas iludidos e deslumbrados.
Na visão pretensamente messiânica desses caçadores de nuvens, Xangri-lá só podia ser em Humaitá.
Também, para livre consulta, encontram-se no blog gremiopatrimonial.blogspot.com, um rosário de textos críticos efetuados pela Associação dos Gremistas Patrimoniais ao negócio Arena, no tempo subsequente à assinatura do contrato, inseridos em artigos intitulados Editoriais, produzidos em número de sete, neste quase cinco anos.
A consulta a essas duas fontes permitirá ao investigador, ao curioso, ao efetivo jornalismo investigatório uma visita, no tempo exato, aos eventos que, paulatinamente, nesse período, vieram a provocar esse tsunami que aparenta vir por aí. Dispensa-se decifrar o enigma da Esfinge.
Tampouco se tratam de obras feitas. Nem motivadas por alpinismo social ou tropismo da notoriedade.
Consultem.
O que está acontecendo patrimonialmente com o Grêmio é morte anunciada.