Morte de repórter esportivo
Por José Ody, correspondente do Correio do Povo em Erechim.
Foi sepultado ontem, 16, no Cemitério Jardim da Saudade, em Erechim, Natalino Ceni, 74 anos. Natalino trabalhou como repórter esportivo nas rádios Erechim e Difusão por mais de 50 anos. Fugindo das paixões comuns pela dupla Gre-Nal, era um defensor ferrenho dos clubes de Erechim. Nas jornadas esportivas o repórter usava com freqüência o bordão: ‘em campo o meu, o seu, o nosso Ypiranga... ou... o meu, o seu, o nosso Atlântico!’ Criou fama na cidade também pela facilidade de saber citar de memória, jogos, datas, públicos, rendas, nomes de técnicos, dirigentes e escalações. Durante a construção do estádio Colosso da Lagoa, na segunda metade da década de 1960, chegou a colaborar nas obras das cabines de rádio como fazia questão de observar até pouco tempo. Ele morreu ontem, 16, às 6h vitimado por um tumor cerebral no Hospital de Caridade onde estava internado há 10 dias. Deixa esposa, um casal de filhos e um casal de netos
