O repórter Fabrício Falkowski touxe mais informações sobre as investigações que o Ministério Público realizou nas contas do Inter na gestão Piffero.
As novas informações informam sobre o envolvimento da empresa Piratini Agência de Viagens.
Antes da gestão Piffero a agência de viagens que prestava serviços ao clube era a Aerotur.
Este blogueiro soube que os fatos descritos agora pelo MP eram de conhecimento de muitos funcionários do Inter.
Que não falavam para não perder o emprego.
Este blogueiro tentou falar com Afattato.
O celular dá na caixa.
E enviou e-mail para Marconi Muller e Maria Coreti Lippert.
Eles aparecem no site da empresa Piratini Agência de Viagens como diretores da empresa.
A Piratini informou que informações seriam dadas pela advogada da empresa, Luciana Scheeren.
Luciana contesta as informações.
Afirma que não houve repasse de dinheiro para Affatato.
Diz que não havia contrato escrito com o Inter.
Afirma que não houve superfaturamento.
Ela não teve acesso aos autos.
Só se pronunciará quando conhecer a documentação do MP, possivelmente na próxima terça-feira.
A Piratini foi um dos 20 endereços em que foi cumprido o mandado de busca e apreensão na Operação Rebote.
Da matéria de Fabrício Falkowski.
"Outra fato relacionado a Affatato diz respeito a contratação da empresa Piratini Agência de Viagens, cuja sede anunciada em seu site é no Centro de Porto Alegre. A investigação do MP comprovou que a Piratini prestava serviços para a Sinarodo, que pertence ao ex-dirigente, antes de 2015.
Quando Piffero assume o clube, Affatato trouxe a empresa para dentro do Inter.
A empresa recebeu R$ 2.121.324,70 ao longo da gestão 2015/2016, dos quais repassou R$ 169 mil para Affatato, conforme mostra o documento do MP.
Para obter esses valores, ela superfaturava a compra de passagens. Há, por exemplo, notas fiscais que compram a aquisição por parte do clube de uma passagem para a Flórida (EUA) por R$ 22 mil e outras duas para a Europa por R$ 47 mil.
“Certamente não por coincidência, demonstrando de forma inequívoca um acerto financeiro que justificaria não só a utilização da Piratini Agência de Viagens para serviços de turismo do clube, como, em especial, o eventual superfaturamento antes exemplificado, durante o ano de 2016, em meio à contestada gestão e ao recebimento do Internacional de valores próximos dos R$ 2 milhões, a referida empresa passou a recompensar o investigado Pedro Antônio Affatato, com a transferência, para a conta corrente pessoal dele, de quantias que totalizaram a importância de R$ 169 mil”, conforme afirma o documento do MP."
