Hiltor Mombach

MP entra com ação para suspender licitação do Maracanã

 

Do site do Ministério Público do Rio de Janeiro.


O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por intermédio da 8ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania, ajuizou, nesta terça-feira (09/04), uma ação civil pública contra o Estado do Rio de Janeiro e a IMX Holding S/A para suspender, em caráter liminar, o processo de licitação de concessão do Complexo do Maracanã.


A ação se fundamenta no fato de que as intervenções previstas no Complexo não são necessárias para a Copa do Mundo e podem até prejudicar a realização dos Jogos Olímpicos. Além disso, não há igualdade de condições entre os licitantes, uma vez que todas as informações disponibilizadas no edital foram produzidas por uma das concorrentes (a IMX). Ainda segundo o documento, a parceria público-privada não é essencial para a viabilidade do projeto e pode ser prejudicial ao patrimônio público.


O MPRJ requer que não seja concedido a terceiros o direito de exploração da área no entorno do estádio do Maracanã e do Ginásio do Maracanãzinho, e que sejam retirados do local os beneficiados anteriormente. De acordo com o promotor responsável pela ação, o estado deve manter em funcionamento o Estádio de Atletismo Célio de Barros, o Parque Aquático Júlio Delamare e a Escola Municipal Friedenreich. A ressalva é para a possibilidade de suspensão temporária das atividades, caso seja comprovada, em juízo, a necessidade de ocupação provisória dos imóveis para a realização da Copa das Confederações, da Copa do Mundo ou dos Jogos Olímpicos.


Ainda segundo a ação, o MPRJ requer que o estado deixe de habilitar a empresa IMX, ou qualquer outra empresa ligada diretamente ou indiretamente à mesma, na concorrência do edital. Também deve ser suspenso qualquer contrato em decorrência deste edital.


Em tempo: a IMX Holding SA é de propriedade do empresário Eike Batista.