Hiltor Mombach

Mudou a regra?

Mudou a regra?

Sérgio Xavier, editor da Placar, em placar.abril.com.br/blogs/blog-do-serginho/2010/10/30/mudou-a-regra/

É uma covardia. São 18 contra três. O aparato eletrônico da TV ataca com umas 18 câmeras por jogo, repetições em velocidade lenta, tira-teimas, vários editores de olho no lance. Do outro lado e acuados no ringue, os três coitados do apito.
Quando tomam um vareio eletrônico, se tornam os três patetas segundo nós, os “da poltrona”.
Nem sempre foi assim. A transmissão televisiva já foi mais precária, nossas Tvs eram até a válvula… O futebol segue vivendo esse dilema da modernização com padronização. Um dos argumentos para não adotar o recurso eletrônico é o fato que existem mais câmeras no jogo do Morumbi do que na partida da terceira divisão em Mossoró.
Só que a juizada resolveu se defender de forma guerrilheira. Está fazendo o que pode. Além de árbitro e bandeira, que venham quarto, quinto até um sexto juiz para dar mais uma forcinha. Quanto mais olhos melhor.
Na partida desse sábado aconteceu um lance estranho no Beira-Rio. O Inter empatava em 0 x 0 com o Santos quando Edu Dracena cabeceou e o colorado Nei tirou a bola na linha ou quase em cima da linha. O juiz Paulo Bezerra mandou o jogo seguir. O curioso é que quem sinalizou que a bola não teria entrado foi o quarto árbitro.
Ele tomou uma das decisões mais importantes da partida. Detalhe, em um jogo de gaúchos contra paulistas, o trio de arbitragem precisa ser de outro estado, no caso de Santa Catarina. O quarto árbitro, Francisco Neto, porém, era mais gaúcho do que Luiz Felipe Scolari. Um gaúcho decidiu a favor de gaúchos. Isso pode? Mudou a regra?

Hiltor escreve: assino.