Hiltor Mombach

MUSEU DO APARTHEID, MAIS

MUSEU DO APARTHEID, MAIS

Logo na entrada, recebi uma etiqueta que me rotulou como branco. Entrei somente pela porta indicada no cartão. Uma maneira de experimentar, sem maiores conseqüências, a segregação. Nas 32 salas do prédio de aço e concreto, conheci desde o surgimento do homem, no continente africano, ao processo de democratização da África do Sul. Passei por galerias de fotos expostas em arames farpados a corredores com forcas penduradas no teto. Os negros (e não-brancos) foram expulsos da cidade, não tinham direito a voto e bons empregos. No vídeo, o cartão que identificava os negros, que não podiam sair sem ele. Khabo Phillip Molefe, 59 anos, nosso querido motorista, só saia de casa com o seu cartão de identificação. Conforme o dia vai seguindo, vou postando mais vídeos.