NÃO É SONHO. É REAL
O Inter descobriu a América em 16 de agosto de 2006, no Beira-Rio. Para descobrir a América, teve que vergar um campeão do mundo, o São Paulo. Conquistada a América, transformou-se em papa-títulos. Faturou o Mundial, a Recopa e a Sul-Americana e criou o slogan “campeão de tudo”. Rasgou fronteiras e venceu batalhas contra pesos-pesados como Barcelona, Inter de Milão, Boca Juniors e Estudiantes. De quebra, enfiou dois Gauchões, a Copa Dubai e a Copa Suruga. Hoje está inscrito como o único clube brasileiro a ter todos os títulos atualmente em disputa – Estadual, Copa do Brasil, Brasileirão, Mundial, Libertadores, Sul-Americana e Recopa. Tudo em quatro anos. Não é pouco.
O Inter tomou o lugar do São Paulo como empilhador de conquistas nos últimos anos (tem três Libertadores e três Mundiais), mas o rival de hoje enfiou três Brasileirões. Pela biografia dos dois clubes, percebe-se o tamanho do jogo desta noite.
Como são os resultados de campo que alavancam uma instituição de futebol, o Inter ultrapassou os 100 mil sócios, que deixam no cofre mais de R$ 35 milhões anuais, e este ano espera fechar com um faturamento de R$ 200 milhões. Até neste item existe uma enorme rivalidade: nas últimas temporadas, São Paulo e Inter disputam o primeiro lugar em faturamento, com pequena vantagem para os paulistas.
Se o 16 de agosto de 2006 colocou o Inter em outro patamar, este 28 de julho pode alavancá-lo ainda mais. Pelo Beira-Rio passa a chance de conquistar uma vaga na final da Libertadores, o bicampeonato e o bi Mundial. Não é sonho. A chance é real.
