Hiltor Mombach

Não acabou não, Renato

Não acabou não, Renato

Renato cometeu a seguinte frase dias atrás: "Se alguém tinha alguma dúvida sobre meu trabalho, acho que acabou né?" Não acabou, amigo. Dias atrás ouvi um destes eruditos futebolísticos que esta boa fase do Grêmio não irá durar para sempre. Lembrei que as boas fases de Felipão, Luxemburgo, Parreira e outros ilustres não duraram para sempre. Não sei de onde vem este conceito formado sobre Renato. Acho, como quem pratica achômetro, que vem do seu passado bon vivant. A inveja mata!
Renato não é um treinador ortodoxo. Isso deixa os analistas ortodoxos desorientados. Há quem carregue para o túmulo a mesma opinião sobre tudo e todos, chamando isso de coerência. É vesguice. Renato obrigou-se a escalar um Grêmio com um volante contra o Prudente, Magrão. Improvisou Vilson na primeira função e, para compor o setor, usou um lateral de origem, Lúcio, mais Douglas, este armador. No papel, não haveria como funcionar. Funcionou. Alguém dirá que funcionou porque o rival era o lanterna Prudente. Pode ser, mas funcionou. No segundo, sacou o único volante, promovendo a entrada de Leandro, um meia. O time levou sufoco, é verdade, mas ampliou e perdeu várias chances de gol.
Não sei até onde vai a boa fase de Renato. Importa é que o Grêmio contratou-o para retirar o time da zona do rebaixamento e ele tirou. Se colocar na Sul-Americana, estará no lucro.