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Lisete Frohlich não é mais presidente do Riograndense. Trecho da sua carta de demissão: “Não admito e não posso aceitar que pessoas mal intencionadas e sem educação tentem, através de gritos, pressionar e ameaçar a minha pessoa. Não compactuo com os dirigentes arrogantes, que acreditam estar acima do Riograndense e das normas estatutárias e que afirmam que não precisam prestar contas dos seus atos de gestão ao clube, seus torcedores e associados.”
A CARTA
Venho comunicá-los que estou renunciando, de forma irrevogável e irretratável, ao mandato de Presidente do Riograndense Futebol Clube.
Fui legitimamente eleita para conduzir o Riograndense na assembleia dia 31 de julho de 2016, para um mandato até julho de 2016.
Encontrei o Clube com uma situação financeira precária, com estrutura física e de pessoal deficitária.
Propus-me a organizar e administrar esta entidade centenária de forma séria e responsável, fazendo um planejamento estratégico e profissional, sugerindo uma mudança completa da mentalidade na gestão do Clube, para buscar efeitos em médio e longo prazo.
Porém, a solução para os problemas do nosso futebol não é tão simples quando pode parecer à primeira vista.
O principal obstáculo que enfrentei foi a resistência de antigos dirigentes, que não acreditam que a ‘profissionalização’ seja um caminho a seguir, pois querem manter, a qualquer custo, a forma ultrapassada de administração do Clube, pois não visualizam benefícios em ter uma entidade organizada.
Os doze meses que estive à frente da Presidência do Riograndense foram de muita dedicação, trabalho voluntário e abnegado, em prol do Clube e do Esporte.
Conduzi o Clube com seriedade, transparecia e respeito a todos.
E, infelizmente, é exatamente pela falta de respeito de alguns integrantes da diretoria que decidi me afastar definitivamente da Diretoria do Riograndense.
Não admito e não posso aceitar que pessoas mal intencionadas e sem educação tentem, através de gritos, pressionar e ameaçar a minha pessoa. Não compactuo com os dirigentes arrogantes, que acreditam estar acima do Riograndense e das normas estatutárias e que afirmam que não precisam prestar contas dos seus atos de gestão ao Clube, seus torcedores e associados.
Reputo por inverídicas as noticias de que dirigentes da Associação decidiram o meu afastamento da Diretoria do Riograndense. Saliento que somente a Assembleia Geral do Conselho Deliberativo do Clube do Clube poderia, observando um processo legal, decidir sobre a destituição do cargo de Presidente. Tal fato não ocorreu.
Cumpre-me, assim, esclarecer a questão relativa a Associação dos Amigos do Esporte Amador do Riograndense e a sua relação com o Riograndense.
Aquela Associação, que é uma pessoa jurídica de direito privado, com personalidade jurídica independente do Riograndense, foi criada por torcedores da nossa entidade para ajudar o Riograndense e não para se beneficiar do Clube.
O termo de parceria firmando entre o Clube e a Associação estabelece direitos e obrigações para ambas às partes. Todavia, quando a Diretoria do Riograndense solicitou o cumprimento das obrigações daquela Associação os seus dirigentes afirmaram que não tem obrigação de prestar contas para ninguém. A forma de conduta dos dirigentes da Associação, que se negam a manter um diálogo racional, tornou inviável a minha permanência na gestão do Riograndense.
Quero, neste momento de despedida, agradecer a todas as pessoas, sócios, conselheiros, ex-presidente e patronos, parceiros e patrocinadores que confiaram no meu trabalho, apoiando a gestão dessa diretoria, apostando em um futuro melhor para esta grande instituição que é o Riograndense Futebol Clube.
Também gostaria de agradecer o apoio da imprensa nesse um ano à frente do clube, sempre ajudando da divulgação no modelo de gestão que tentei impor.