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Cometi uma frase e deram outra interpretação: “O momento deste Grêmio me faz lembrar a montagem daquele Grêmio dos anos 90. Começaram a desembarcar jogadores questionados que foram sendo encaixados ao lado de pratas da casa.” Não comparei nada. Não comparei porque raramente faço comparações. Até os gremistas mais otimistas duvidariam de uma comparação de um time em montagem a um que chegou ao topo. Portanto, ao escrever que a montagem deste time comandado por Roger me lembra a dos anos 90 não estou comparando. Nem os gremistas mais otimistas davam um tostão furado quando da montagem do time campeão da Libertadores de 1995. O time campeão da Libertadores de 1995: Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Arílson e Carlos Miguel, Paulo Nunes e Jardel. O time de Roger: Marcelo Grohe; Galhardo, Geromel, Erazo e Marcelo Oliveira; Walace, Maicon, Douglas e Giuliano; Pedro Rocha e Luan. Goleiros prata da casa; laterais esquerdos que na chegada deixaram o torcedor desconfiado; dupla de zagueiros vinda de fora com um estrangeiro e dois volantes (Dinho e Walace) que aplicam a virilidade. O mesmo sistema de jogo: dois volantes, dois armadores e dois atacantes. Os armadores de 95 eram melhores, mas Douglas parece ter encaixado bem com Giuliano. Quem apostava na dupla Jardel e Paulo Nunes? Quem hoje não aposta em Luan?