Carlos Corrêa / Interino
Em tempos de pandemia de Covid-19, eu nem sei mais se é uma boa ou uma má notícia. O fato é que o Campeonato Gaúcho deste ano, para surpresa de poucos, ainda não empolgou o torcedor. Ou pelo menos, ainda não fez ele sair de casa e ir para o estádio. Do ponto de vista sanitário, não é de tudo ruim, até porque o futebol é um daqueles mundos à parte que fingem cumprir todos os protocolos, mas no fundo é um imenso cada um por si no que diz respeito ao combate à Covid-19. Basta ver que distanciamento nas arquibancadas nunca passou de ilusão e que máscara é um artigo raro. Seja como for, os estádios estão vazios. À exceção do União Frederiquense, que conta com uma arena com capacidade para apenas 1,4 mil torcedores, nenhum dos demais clubes chegou a registrar sequer a ocupação de um quarto do espaço nos jogos até aqui. Isso com o agravante de que nem mesmo a dupla Gre-Nal tem servido para encher a casa no Interior, vide os públicos modestos para jogos como Caxias x Inter e Brasil x Grêmio.
Tomando como parâmetro os boletins financeiros divulgados no site da Federação Gaúcha de Futebol, a situação é desoladora. Dos 40 jogos realizados até quarta-feira, em 13 não houve sequer 500 ingressos vendidos, o que dá quase um terço das partidas. São José x Ypiranga foi o fundo do poço, com apenas 97 torcedores no Zequinha.
Salvo raras exceções, quando Inter ou Grêmio não estão na final, o Gre-Nal é sempre maior público da competição. Será a exceção. Da mesma forma que a Dupla não tem mobilizado torcida no Interior, na Capital a coisa é melhor, pero no mucho. Só uma partida até agora – Grêmio x Juventude – rompeu a marca de mais de 10 mil ingressos.
