Hiltor Mombach

Não fosse D"Alessandro...

Eram 22min do primeiro tempo quando Bolaños fez 1 a 0.
Desprotegido, o miolo da zaga do Inter era uma peneira, por onde o Grêmio se infiltrava com incrível facilidade em rápidos contra-ataques.
Três minutos depois Bolaños cruzou na cabeça de Michel, que mandou de cabeça.
Que perigo!
Aos 26min o Inter estava visivelmente descontrolado.
Os garotos Rodrigo Dourado e Léo Ortiz discutiam.
D’Alessandro pegou Ortiz pela camiseta, chamou Dourado e deu instruções de posicionamento defensivo.
Antes disto, neste lance e até o apito final, D’Alessandro treinou o time em campo.
Ele foi o regente de uma orquestra muitas vezes desafinada pelo desentrosamento e por um Grêmio que cantou mais alto a maior parte do tempo.
O favorito Grêmio esteve muito longe de massacrar, como afirmou Renato.
Mas muito provavelmente teria vencido não fosse D’Alessandro.
Por pouco, muito pouco, a casa colorada não caiu após o gol de Bolaños.
D’Alessandro segurou as pontas.
Grande Gre-Nal, com todos os ingredientes deste que é o maior clássico do Brasil. Sobrou provocação em campo e nas arquibancadas, polêmica e premiou os mais de 45 mil torcedores que foram até a Arena com quatro gols.