Termina Vasco 1 x 0 Grêmio. Tento, e acho, justificativas para a derrota.
Não havia o zagueiro Geromel.
Mais grave, o time não contava com 66,6% do seu ataque.
Pedro Rocha foi negociado e Luan, poupado.
Mais grave ainda: com a conivência da direção, Renato relegou o Brasileiro desde o começo, dando prioridade, pela ordem, para a Libertadores e Copa do Brasil.
Vou ouvir as entrevistas e fico estupefato.
Renato disparou: “Demos muito mole, muito mole mesmo. Mais mole e mais lento era impossível”. Obviamente a tática do treinador é motivar seus jogadores para a partida de quarta-feira contra o Botafogo pelas quartas-de-final da Libertadores. Só posso entender assim.
Minha intuição diz que Renato e seus pares estão irritados porque descobriram agora, na 23ª rodada do Brasileiro, que este era o campeonato menos difícil a ser conquistado pelo Grêmio. Descobriram que fizeram a opção errada.
Descobriram que o Grêmio poderia ser dar muito bem num certame longo, de 38 partidas, e que fizeram a opção por torneios mata-matas.
Fui mais realista do que o rei. Achei justificativas em campo para o tropeço.
Não vi um Grêmio mole.
Vi um time amolecido pelo discurso de dar prioridade a outros dois eventos.
