Hiltor Mombach

Nada a decidir

Brasil e Holanda não decidem nada neste sábado.
Porque uma seleção pentacampeão mundial e outra três vezes vice não merecem disputar o terceiro lugar. Não há nada em disputa.
No caso do Brasil, nem mesmo o título de campeão moral.
Porque os 7 a 1 ainda soam imorais.
Terceiro lugar está abaixo de ser miss simpatia.
Alguns concursos de beleza já aboliram a escolha da miss simpatia.
Mas vamos lá, se der Brasil, ele será o miss simpatia.
A Alemanha vota no Brasil.
A Argentina, também.
Só os brasileiros não votam no Brasil.
Por motivos mais do que óbvios.Felipão diz que vamos jogar pela honra.
Nem o Irã jogaria pela honra depois da desonra de levar 7 a 1.
Nem o meu grandioso Fim de Carreira de Garibaldi.
Louis van Gaal tem razão:
“Acho que esse jogo nunca deveria ser jogado.
Falo isso há dez, 15 anos.
O que é pior é que existe a possibilidade de perder duas vezes seguidas.
Em um torneio em que fizemos partidas maravilhosas, poderemos voltar para casa como perdedores”. O Brasil não pode dizer o mesmo.
Não jogou nem uma partida maravilhosa. O
ditado para a Canarinho deve ser perdido por sete, perdido está.
Uma derrota a mais não fará diferença.
Afinal, Felipão levou sete bordoadas e a CBF cogita mantê-lo no cargo.
É de chorar. De raiva.
Terceiro lugar é coisa para Irã X Bósnia, Japão x Coréia do Sul ou seleções deste tamanho.
Mas já que vamos ter que jogar, vou escalar o Brasil: Fred e mais 10.
Melhor: só Fred.
Com ele de poste no gol, não entra uma bola.
Fred como castigo para ele mesmo e para quem for ao estádio.
Porque terceiro lugar é castigo.
E Fred, também.Ficarei triste em ver a Holanda em campo.
Porque com a Holanda veio o melhor desta Copa, Robben.
Que jogador!
A Holanda foi a melhor seleção depois da Alemanha.
Mas caiu. Coisas do futebol.
O Brasil?
Bem, é jogando que se aprende a jogar.