A Polícia Federal está de olho na Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA).
A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos conta com o patrocínio da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.
A Polícia Federal poderia mirar outras confederações bancadas por entidades públicas.
Entre os presos nesta quinta-feira está o presidente da CBDA, Coaracy Nunes.
A Superintendência Regional da PF em São Paulo confirmou que foram cumpridos um total de 16 mandados de busca e apreensão.
O trabalho é fruto de parceria entre a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, com a participação da Controladoria-Geral da União, e iniciou-se após denúncias de atletas, ex-atletas e empresários do ramo esportivo brasileiro.
As investigações apuram o destino de cerca de R$ 40 milhões repassados à CBDA.
Há indícios de um esquema de desvios de recursos públicos captados por meio de convênios e leis de fomento ao esporte, sem a devida aplicação - conforme previsto em lei e nos contratos assinados.
Segundo o inquérito policial, ao invés dos valores recebidos serem aplicados corretamente (em incentivos aos esportes aquáticos e na viabilização de práticas esportivas aquáticas), os recursos eram mal geridos ou desviados para proveito pessoal dos investigados.
Brasília, 6/4/2017 - Parceiros da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos há mais de 20 anos, os Correios lamentam os últimos acontecimentos envolvendo essa entidade.
Para a estatal, já havia sido uma decisão difícil reduzir o patrocínio à CBDA em 2016 por questões orçamentárias, uma vez que esse investimento objetiva apoiar atletas de ponta e também implantar projetos sociais pelo Brasil.
Agora, em razão do impacto negativo e do desgaste à imagem da empresa, os Correios estão tomando as medidas legais cabíveis e previstas contratualmente para rescindir o atual contrato de patrocínio, cuja vigência seria pelo período 2017/2019.
Fisgado
Polícia Federal prende presidente da CBDA em operação contra desvio de verbas
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