Hiltor Mombach

Não diga que não sofreu!

Brasil vira diante do Japão nos acréscimos a árbitro deve ser desafeto de Ancelotti

Brasil está nas oitavas
Brasil está nas oitavas Foto : PAUL ELLIS / AFP/ CP

Amigos, o meu personagem de hoje é o torcedor brasileiro.
Quem diz que não sofreu ontem comete o pecado da hipocrisia.
Entre mortos e feridos sofreu um país inteiro.
Eram 28 minutos do primeiro tempo e a zebra desfilou garbosa: gol do Japão.
Bateu uma tensão insuportável misturada a uma angústia asfixiante.
Um Brasil impotente estava sendo nocauteado por um rival modesto.
Aos 9 minutos finais um outro Brasil, possesso de raiva, impetuoso, empatou com Casemiro. Era a redenção de um volante até então comprometedor.
O confronto se arrastava para os pênaltis quando o assoprador de apito concedeu 6 minutos de acréscimo.
Há quem diga que o Brasil não é mais o Brasil. Vencer o Japão significava manter um mínimo de tradição intacta. Aos 50 minutos, Gabriel Martinelli cometeu a virada.
O árbitro italiano Maurizio Mariani deve ser desafeto de Ancelotti pois deixou o jogo seguir até intermináveis 11 minutos.
Ao apito final terminava o sofrimento de uma nação.
O riso aberto, escancarado, a alma lavada e enxaguada de felicidade, magnetizado por uma vitória que se complicou por um primeiro tempo desastroso, revelam que, para o bem ou para o mal, a seleção ainda nos encanta, e que não é toda verdade que não acredito no hexa.
Não acredito no hexa como não acredito em bruxas:
“No creo en brujas, pero que las hay, las hay”.