Hiltor Mombach

Não me sinto representado por essa Seleção. Mas torcerei pelo Brasil.

A Seleção se distanciou tanto do povo que meu sentimento é de que a cúpula da CBF e alguns craques de barro sentem ojeriza ao torcedor mais humilde.

Ancelotti, treinador da Seleção
Ancelotti, treinador da Seleção Foto : MAURO PIMENTEL / AFP

O Brasil já foi o país do futebol.
Já ficamos de alma lavada e enxaguada com a Seleção.
Quem não estufou o peito orgulhoso ao ver Carlos Alberto, Clodoaldo, Gérson, Rivellino, Jairzinho, Pelé, Tostão...
Vai algum tempo assisti a um documentário.
Lá estava o Rei, Sua majestade Pelé, distribuindo sorrisos e autógrafos ao povo.
Sim, o povo.
Fomos afundando, afundando e, finalmente, conhecemos o fundo do poço.
Um quase ex-jogador, Neymar, é o centro dos debates.
É o fim da picada.
A Seleção se distanciou tanto do povo que meu sentimento é de que a cúpula da CBF e alguns craques de barro sentem ojeriza ao torcedor mais humilde.
Viceja a grã-finagem.
Basta ver o circo que foi a convocação para a Copa do Mundo.
Há um paradoxo aqui.
Não me sinto representado por essa Seleção, mas vou torcer pelo Brasil.

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