Hiltor Mombach

Neandertal

Depois de conferir Bayern de 4 x 0 Barcelona, ver o show dos alemães e admirar ainda mais Messi por jogar se recuperando de uma lesão na perna direita, achei que não assistiria nada melhor pela Liga dos Campeões.
Assisti!
Com um futebol vigoroso, exuberante do goleiro ao atacante, o Borrussia de Lewandowski humilhou o Real Madrid aplicando 4 a 1.
Assim, com os alemães no pensamento, me preparei para assistir o confronto doméstico entre Brasil e Chile.
Ao final de um empate em 2 a 2 contra um Chile que rebola nas Eliminatórias para a Copa do Mundo, das desculpas cansativas, sonolentas, esfarrapadas de um Felipão que está mais para motivador à antiga do que para treinador e que continua achando que carranca e azedume assustam jornalista, da balaca de alguns jogadores brasileiros, fiquei imaginando um rótulo para nossa seleção.
O rótulo surgiu ao entrar no site do chargista Sergio Guedes (assina byguedex):
“Futebol neandertal”.
Fiz coro com quem compareceu ao Mineirão e, em pensamento, passei a vaiar este arremedo de seleção (não venham com a desculpa de que estava desentrosada, desfalcada e tal e tal porque o rival era o Chile, amigos) e gritar olé quando os chilenos trocavam passe.
Autuori tem razão:
“Nossos treinadores ficaram para trás. Muito por arrogância. Acham que sabem tudo, que são donos da verdade”.