Hiltor Mombach

Nem tudo que se diz é doping

Juca Kfouri


Dois jogadores do Inter, Nílton e Wellington, estão acusados de terem jogado dopados e suspensos preventivamente por 30 dias.


Nilton contra o Corinthians, pelo Brasileirão, e contra o Palmeiras, pela Copa do Brasil.


E Wellington contra o Palmeiras.


Os dois teriam usado um diurético que mascara substâncias proibidas.


Não é a primeira vez que o Inter se vê diante do problema.


No fim do século passado, o jogador Anderson foi pego pelo antidoping e acabou absolvido porque ficou provado que a morfina detectada em sua urina era fruto de um pão com sementes de papoula que ele havia comido.  Da papoula extrai-se o ópio, que origina a morfina.


O Inter deu o mesmo pão para alunos de Medicina e todos deram positivo em exame antidoping.


Na verdade, está tudo errado.


Atletas são punidos por doping indiscriminadamente, tem seus nomes expostos e manchados e muitas vezes não quiseram levar vantagem.


No mundo hipócrita e corrupto dos cartolas, atletas são suspensos até por uso de drogas que, em vez de estimular, relaxam.